Senhores.
Sem afastar eventual exagero no critério de avaliação do exame de ordem, chamo-lhes a atenção para a falsa premissa constante de alguns comentários sobre o exame da ordem, para mim, guardando ao fundo interesse puramente comercial, salvo melhor juízo ou engano meu.
Certo é que não só advogados militantes, mas juízes, promotores, defensores, delegados, procuradores, médicos, engenheiros e tantos outros profissionais que se encontram em pleno exercício de sua atividade laboral, acaso submetidos a atuais provas e ou exames, concursos públicos e outros, não alcançariam a pretérita aprovação, pois nesses exames e ou provas, a exemplo do(as) de ontem (13/06/2010), exige-se muito mais do que o necessário conhecimento para a rotina do dia-a-dia, não tenho dúvidas.
Critiquemos, ataquemos, mas com outros convincentes argumentos. Alguns para mim não prosperam, a exemplo do excesso/abuso do conteúdo exigido, digo como simples advogado, sem deter qualquer dos mais singelos títulos veementemente destacados por alguns Professores.
Penso que a coisa vai mais longe, as Escolas de Direito como de há muito não ensinam, alunos fingem que aprendem, e os cursinhos não se desincumbem da promessa de suprir essa deficiência.
Estudem mais e mais iminentes Bacharéis, aprendam a cada dia e renovem sim as inesgotáveis esperanças.
Torço por todos, pois no mercado há amplo espaço para aqueles que se revelam aptos e devidamente capacitados.
De passagem, digo-lhes ainda, se serve de consolo, que em breve os médicos também deverão ser submetidos a idêntico exame, é o debate que se agita no Conselho Federal de Medicina. Nossa saúde agradecerá.
Ouvi certa feita de um cliente, apenas como comparativo, “aquele que se serve de um mau advogado, paga com o bolso, aquele que se serve de um mau médico, paga com a vida”. É, enfim, isso e mais que a sociedade persegue se proteger e, para tanto, dispõe do apoio das Instituições, in casu, a OAB.
Erik Gondim


